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Notícia

 
Quinta-Feira, 02 de Março de 2017
PREVIDÊNCIA SOCIAL E CPI
Quiçá fosse para não se ler. Notícia pequenina a desviar a atenção da grande maioria dos leitores. Nestes dias de folia, que se passaram, mais interessante estampar nos jornais a "alegria" do povo, como fotografias coloridas do carnaval, que a tantos enganam.

Também, ninguém é de ferro. Se os imperadores e ou governantes romanos concediam ao povo "pão e circo", por que não propiciar, pelo menos, este último agora, no momento atual. Está certo que "nem só de pão vive o homem". Por isto dar-lhe diversões, festas daqui, festas dali, é de importância vital à extravasão das angústias, sofrimentos e pensar que a alegria, ainda que em três ou quatro dias, existe. Ou, conforme outro pensar, aproveitar estes três ou quatro dias, para dar vazão ao nosso estado de felicidade, porque pessoas de "nervos de aço" se encontra poucas. É como procurar agulha em palheiro, no velho dizer de nossos pais.

Afinal, o carnaval, palavra de origem do latim, nossa língua mãe ou mestra, apesar de morta há tanto tempo, está impregnado em nosso subconsciente: "adeus à carne". Certo que sejam apenas três ou quatro dias de conhecimentos das pessoas, que se organizam em blocos ou não, buscando aproveitar ao máximo, o que lhes foi negado no passado e o será no futuro.  Aproveita-se o presente, porque Deus será sempre o nosso itinerário, o nosso Caminho. De um jeito, e ou de outro,  o alcançaremos.

Há aqueles, por certo, que se alegram de ver, no carnaval, ainda que em tela de tevê, a alegria desmesurada das pessoas, como se o mundo fosse uma eterna festa. Oxalá o fosse!

Este acontecimento, que se tornou tão nacional, com grande parcela da população saindo às ruas, para comemorar e não simplesmente protestar, os desfiles de fantasias, ou o extasiamento em clubes, o ouvir de marchas, algumas delas, até gerando protestos de alguns que se pretendem avançados e sem preconceitos, pretendendo enterrar valores de nossa sociedade, que ainda estão por aí, a cantar desta ou daquela forma, por exemplo, a beleza das mulatas.

Não. Nada contra o carnaval. Ainda mais quando o próprio Darcy Ribeiro, gênio e amante em primeiro e último graus, do povo brasileiro, era seu defensor ferrenho, dele participando ativamente, se fantasiando, etc... Não há como esquecer que a criação do Sambódromo, teve como seu idealizador, o professor Darcy Ribeiro. Todavia, mais que a criação de uma passarela aos desfiles das Escolas de Samba, no Rio de Janeiro, é de registrar que tinha na mente não apenas o divertimento, por quatro dias, à sofrida população carioca, mas sob suas arquibancadas a construção de salas de aulas, onde as crianças pudessem estudar em período integral.
Pois é, naqueles idos de 1.984, ainda sob a vigência do regime militar, em apenas quatro meses, sem propina ou comissão, foi construída a monumental obra, cujo pano de fundo, na verdade, eram escolas às crianças. Dizia ele, Darcy Ribeiro, "enlouquecido" e enlouquecedor, que as crianças aprenderiam as boas maneiras de convivência pacífica entre seus pares e de volta à casa, ao final do dia, ensinariam os seus pais os valores mais nobres e essenciais ao ser humano. Procurariam, as crianças, modificar as mazelas da sociedade, através da educação, exercendo o infante papel fundamental, porque deles partiria o fortalecimento das bases à mudança da estrutura social. Darcy Ribeiro, um sonhador???

Quem sabe se não precisamos de sonhadores a nos dirigir, para que o povão não apenas se divirta nos carnavais da vida, concedendo um pouco de "circo", como o fez Darcy Ribeiro, que nos deixou, ainda, trabalhos fecundos nos campos da educação, da sociologia e da antropologia. Ele que criou o Universidade de Brasília; ele que foi o idealizador do Parque Indígena do Xingu; ele que foi o criador da Universidade Estadual do Norte Fluminense, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Ele que, amando sua Pátria em profundidade, teve seus direitos políticos assassinados, obrigado a daqui partir, levando em mente e cantando a poesia-canção de Gonçalves Dias,

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

Como esquecer do carnavalesco, Darcy Ribeiro, porque "nem só de pão vive o homem"? Mas, porque sepultar que foi um dos mais jovens ministros, justamente o da Educação, e mesmo ao após o exercício de tal cargo, continuou a desempenhar e tornar realidade sonhos de outro grande educador: Anísio Teixeira, que entendia modificar as estruturas sociais deste País, somente através da educação, que, certamente, buscavam consolo e fortalecimento em sonhos de outros grandes homens, tais que de Victor Hugo, rezando sempre: "Quem abre uma escola fecha uma prisão".  Que lição tão basilar aos nossos dirigentes, não? Muito fácil consertar a situação trágica e desumana de nossos presídios: bastaria, de forma efetiva, educar nosso povo.

É desse grande brasileiro, que falamos nesta edição: Darcy Ribeiro; este grande brasileiro que não esquecia de suas raízes históricas, e mais, que não esquecia da História do Povo Brasileiro. Não esquecia da História de nossos vizinhos, tanto que é dele o projeto cultural Memorial da América Latina, perdido ali no Bairro da Barra Funda, na cidade de São Paulo, de conhecimento de tão poucos. Valeria apenas o Ministério da Educação, por exemplo, organizar a nível nacional, excursões estudantis, para que visitassem, por exemplo, a cidade de São Paulo, e tantos locais históricos, inclusive o Pátio do Colégio, o referido Memorial, o Masp, o Parque Tenente Siqueira Campos conhecido por Trianon, Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, o Mercado Municipal, o Parque Ibirapuera, a Catedral da Sé, o Mosteiro São Bento, o Theatro Municipal. Aqui, em nossa pequena São Joaquim, as escolas poderiam tirar um dia por ano para visitar ali, em Brodowski, a Casa Portinari, onde há relato de toda vida artística, política e cultural do formidável brasileiro, o Cândido Portinari.
É a nossa História se esvaindo, porque há angústias maiores e não perdemos o nosso tempo com os acontecimentos de nosso passado, porque as preocupações do presente são imensuráveis.

Os pensamentos divagam, comecei esta fala com uma pequena notícia que se perdeu na sétima folha de "O Estado de São Paulo", do dia 28 de fevereiro de 2.017, terça feira, porque na primeira, há o noticiário do Carnaval, alegria do povo, os planos de Trump, para aumentar o orçamento militar do EUA que, neste ano atingirá 603 bilhões de dólares - Haja Guerra a se inventar e preconceitos a propagar. Mas, o que diz a pequena notícia, à folha A7, após tremenda propaganda de veículo da CAOA - também precisamos de transporte individual: "Senador quer investigar Previdência".

Ufa!, até que enfim. Embora querer é uma coisa e poder investigar, efetivamente, outra. Mas, conseguiu o Senador Paulo Paim, reunir 29 assinaturas, visando à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O que pretende referido senador? O óbvio ululante: investigar se não houve desvio de verbas, fraudes, sonegações, etc., na Previdência Social. Apurar se há necessidade de reforma tão profunda em referida autarquia securitária. Mencionado senador, sem nenhuma papa na língua, deixa registrado o elementar: as pressões por parte do Palácio do Planalto, para que os assinantes do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito retirem as assinaturas do documento.

Se verdadeira a queixa do Ilustre Senador, qual a preocupação do Planalto em se permitir a verificação da realidade da Previdência Social?, se o objetivo primeiro da CPI é permitir ao Poder Legislativo, dentro de sua independência, sem ferir a harmonia, criar comissão visando a ouvir pessoas sobre fatos e acontecimentos relevantes, que interesse a toda Nação, inclusive, respeitando os reclamos do povo. O Parlamento é o lugar próprio à defesa dos interesses populares, embora, ultimamente, os noticiários tenham dado destaques à defesa de atos de gatunagem ou contribuição legal de campanha, envolvendo algumas pessoas pertencentes a esta nobre Instituição. Que as "delações premiadas" - e como são a quem delata -, venham a público.

A obrigação da CPI, que existe há séculos, consistindo, primordialmente, em reuniões de monges budistas, que se dispunham em círculos, para meditar sobre os atos do dia a dia, esta obrigação atual, acentuada a partir do século XVIII, tem por escopo investigar, visando a apuração, pelo menos, das causas que originam situação de mal estar geral.

E, à evidência, a PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N. 287/16, não foi bem recebida pelos trabalhadores brasileiros, que sentirão na pele e na alma os seus resultados nefastos, se aprovada da forma como foi proposta. O porquê do medo do debate, se o Parlamento é a Casa adequada a tanto, mas que este debate se faça em profundidade, às escâncaras, porque modificar uma Constituição exige cuidados, tratando-se de excepcionalidade.

O Brasil, em menos de vinte e nove anos, teve cerca de noventa e cinco emendas à Constituição de 05 de outubro de 1.988. Aliás, desde a Independência, sete Constituições, enquanto que na Inglaterra perdura uma: a de 1.215.

Qual o segredo de tantas Constituições em tão pequeno período histórico e de tantas modificações nas Constituições, através de emendas, ou de imposições? Mais fácil e útil seria seguir o ensinamento do velho Victor Hugo: "Quem abre uma escola fecha uma prisão".  Acrescenta-se: Abre-se, também, a mente e permite-se existência humana com muito mais dignidade.

Fonte: Jornal Voz






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