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Notícia

 
Quinta-Feira, 23 de Fevereiro de 2017
A VIGÉSIMA QUINTA HORA
A Vigésima Quinta Hora é um romance, escrito por Constantin Virgil Gheorghiu, filósofo e teólogo, historiando, dentre outros, um personagem simples, trabalhador rural, Johann Moritz, história que se passa durante o período da Segunda Grande Guerra Mundial. E se mal pergunto: quando é que o mundo deixou de viver em guerra ou em estado de guerra? E desde quando uma guerra é pequena se ceifa vidas humanas?
Mas, quem ler este romance verá que há muito de semelhança com o momento histórico em que vivemos, embora alguns insistam na tese de que a História não se repete. A Vigésima Quinta Hora se nos afigura um estranho documento humano, embora não deixamos de viver estranhos momentos por onde se examina a vida, atualmente.

O que se nota de muito semelhante na história de Johann Moritz e a história de tantos trabalhadores de nosso País é que se vive acontecimentos loucos,cá e lá, e todos temos o dever de ter memória e consciência de que estamos inseridos num mundo,e ou numa sociedade, que tende a nos negar, com a existência de uma classe dirigente que, a título de defesa da cidadania, da preservação dos direitos de futuras gerações, pretende negar o básico à geração atual. Classe dirigente das mais cruéis do que os mais cruéis animais. Tem-se a impressão de que grande parte dos componentes da classe dirigente são frutos do cruzamento de máquinas com os homens, já que poucos falam  em seres humanos.

Vivemos hoje no Brasil a 25ª hora? Aquela que vem após a última. Será que a vinda de um novo Messias surtiria efeito em uma sociedade tecnocratizada?; onde o avanço técnico de há muito levou a máquina a substituir o ser humano?   Ou será que uma sociedade, filha da tecnologia, da internet, tem o poder de criar o espírito? Ou, vivemos em uma sociedade que, fatalmente, nos lançará aos monstros? Monstruosidades demonstráveis através da leitura de um jornal diário, de uma "Veja", de uma "Isto É". Vivemos em nosso País, um estado de guerra civil, há muito tempo, não declarado.  Ou declarado através de medidas que arrancam ou subtraem o mínimo da população: Viver com dignidade.

A proposta de emenda à Constituição de n. 287, enviada ao Congresso Nacional não é imaginária porque precede o muito da realidade que os viventes deste País Sul Americano está sofrendo na pele. Tudo nos leva a crer, por algumas medidas tomadas pela classe dirigente, quer de agora, quer de antanho, que a Nação deixou de pertencer aos brasileiros. E o que é pior, estamos desaprendendo a nos comportar como brasileiros, a ter consciência histórica. Na verdade estamos domesticados demais e o esquecimento dos fatos da vida nada mais é do que uma consequência natural desta domesticação.

A classe dirigente, se aprovada a PEC 287, estará impondo ao povo brasileiro, como um todo, sofrimento doloroso e permanente, sepultando conquistas sociais, fruto de tantas lutas, de tantas décadas, de tantos esforços os operários, seja de que ramo for.

A reforma previdenciária, se passar pelo Congresso Nacional tal como proposta, é um mal para todos os trabalhadores e seus dependentes. De há muito nosso País deixou de ser terra de promessa e de miragem, de esperança de porvir melhor. A PEC, no que se refere à Previdência Social, significa a matança dos ideais mais profundos da solidariedade e de uma velhice digna, com uma crueza sem limites. Será que o Estado tem por fim assegurar os interesses exclusivos da classe dirigente, ou esta assegurar o Estado para si, esquecendo que o povo é um de seus componentes mais sagrados?

Por que há países, em nosso planeta Terra, como a Finlândia, que pretendem estabelecer um salário básico aos seus habitantes, independentemente de estar o trabalhador empregado ou não; ainda que tenha outras fontes de renda, enquanto em nossa terra procura-se dar um inferno a quem trabalha e produz, porque a reforma que a classe dirigente pretende ver aprovada gera a certeza de que ao final de sua vida o trabalhador não terá garantido direitos mínimos de se viver dentro dos princípios essenciais, como o respeito à dignidade de sua pessoa?

Será que o aposentado ou o acidentado não continua recolhendo ou pagando impostos através da compra de produtos essenciais, como os de primeira necessidade, inclusive medicamentos? O Governo não arrecada impostos com os valores pagos aos aposentados ou aqueles que usufruem de benefícios previdenciários? Estes tributos não vem por fortalecer o erário público?

A renda mínima é de ser um sonho universal, independentemente de estar o cidadão empregado ou não. Não se defende o não fazer, o não produzir. Mas, se defende que o exercício do trabalho há que ser prazeiroso, felicitante. É preciso enterrar a ideia de que trabalho seja sinônimo de castigo; de escravidão. Dar um novo olhar ao preceito bíblico "Comerás o teu pão com o suor do teu rosto" (Ge 3,19), porque "suor" não há ser confundido com infelicidade.

Não se pode, simplesmente, por mera questão do "progresso do mundo", do avanço da tecnologia, que nem sempre significa educação, pretender suprimir direitos mínimos daquele que durante toda vida trabalhou. Não se pode matar a esperança das pessoas. Não se pode matar o ideal. Como esquecer dos idealistas, de Platão a Bertrand Russell? O mundo muito deve a eles. Aliás, este filósofo, Bertrand Russell, era provocante: "Por que repetir erros antigos, se há tantos erros novos a escolher?", dizia. Mas, com toda certeza não se referia este pacifista à repetência ou à recorrência de medidas históricas contra o povo, tão comum em nosso País. 
Será que, efetivamente a classe dirigente tem noção de que agindo como está, com o envio da proposta de reforma previdenciária à Constituição estará levando aqueles que mais necessitam, inclusive no final de sua existência terrena, a um estado de necessidade, que não terá retorno? O Estado não pode desconhecer as dimensões do ser humano. É preciso que respeite o indivíduo como ser integral; ainda maior respeito quando este chegar ao final de sua vida produtiva materialmente falando. Somente se ganhará em se respeitando os direitos básicos das crianças e dos anciãos. Aquele que trabalha e que produz - (mesmo aqueles que não o fazem por uma razão ou outra) - , não pode ser tratado como máquina. O ser humano não é máquina que uma vez sucateada possa ser descartada.

"...Não sois máquinas! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!Soldados! não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!". Este o ensinamento de Charles Chaplin, tão perseguido por regime totaliário. Tal como o personagem de "A Vigésima Quinta Hora". Tal como o segurado da Previdência Social no Brasil.

Aqui, por certo, há deputados e senadores da República que entendem  , por exemplo, que na PEC 287, do jeito como foi encaminhada a propositura decorre evidente e cristalino prejuízo àqueles que irão se aposentar, ou aos dependentes, sepultando os princípios da solidariedade, da universalidade da cobertura e do atendimento, dificultando, enormemente, inclusive a prestação dos benefícios e serviços. Tristes tempos.
A realidade que a Reforma da Previdência Social apresentada pelo Governo Federal, nos mostra que pretende-se atacar frontalmente direitos humanos fundamentais, que se constitui no núcleo da Carta Magna de 05 de outubro de 1988, fuzilando conquistas sociais de várias décadas, dificultando apoio aos cidadãos em situação de vulnerabilidade, tornando difícil a obtenção de direitos mínimos àqueles que mais precisam. Como se não houvesse dificuldades tantas àqueles que atualmente necessitam bater às portas da Previdência.
A grita contra a PEC 287 vem de diversas direções, porque referida proposta infringe direitos sociais os mais variados. É preciso que se olhe, todavia, àqueles que necessitam da Assistência Social, desamparados pela vida; tantas vezes pela própria sociedade. Elevar de 65 para 70 anos a idade mínima para a obtenção do benefício de prestação continuada é esquecer que tal parcela da população é a mais desamparada, estando na miséria material e humana. Tal situação não dignifica o Governo.

Pretende a classe dirigente com a PEC 287 transmitir aos segurados e aos necessitados que somente será possível alcançar o estado de segurança, de felicidade no "Reino de Deus"? Embora poucos saibam, este estado de felicidade está dentro do próprio ser humano, segundo a lição de Lucas, o médico, o apóstolo que não conheceu fisicamente Jesus Cristo. Lucano, como era o nome de Lucas, tinha consciência necessária para disto saber.  O mundo, infelizmente, se materializou, deixando mortalmente ferido o espírito. Afinal, somos máquinas?

Não! Não somos. Somos vítimas delas. Compete-nos, como seres humanos, lutar por um mundo melhor, que garanta a todos, independentemente de sua condição social, cor, raça, sexo, pensamentos, ideologias (embora nestes tempos não se fale mais nelas), lutar para que a todos seja garantido o direito à sobrevivência, dando-se esperança às crianças, à mocidade, à velhice, de que viver vale a pena.

Não. Não somos máquinas. Seres humanos é que somos. Lutemos, pois, na esperança de um novo alvorecer; na esperança de um novo dia, que as forças da brutalidade não impedirão de nascer. Um novo Devir há de acontecer. Isto porque não somos máquinas. Somos seres humanos.

Participação: Adão Nogueira Paim, Adriana Bertoloto, Ana Maria da Silva Siqueira e Braulio Yabico

Fonte: Jornal Voz






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